Há em Lisboa cerca de 4.000 apartamentos turísticos

Há em Lisboa cerca de 4.000 apartamentos turísticos

Há em Lisboa cerca de 4.000 apartamentos turísticos

Exstem na cidade de Lisboa cerca de 4000 apartamentos turísticos, um crescimento que resultou de uma série de fatores onde se cruzam, entre outros, o aumento do turismo, a necessidade de suprir a falta hoteleira que existia no centro histórico da capital e a recente Lei do Arrendamento que agilizou a entrada neste mercado de vários edifícios para reabilitar.

A 1ª edição do estudo “Lisbon’s Tourist Apartments — A growing market”, da consultora JLL a que o Expresso teve acesso, mostra que destas 4000 casas existem 400 que se enquadram na categoria dos chamados ‘serviced apartments’, direcionados para os executivos do mercado empresarial (mas não só) e 3500 apartamentos — classificados como ‘alojamento local’ — que são procurados por turistas de todas as nacionalidades e também de todas classes económicas. No documento, a consultora refere ainda que a Avenida da Liberdade e o centro histórico, sobretudo as zonas do Chiado, Baixa ou Castelo, são os locais preferidos para o seu desenvolvimento.

“Os turistas procuram cada vez mais a autenticidade, algo que não é oferecido pela hotelaria standard. Nos apartamentos turísticos, as pessoas despem a pele de turista e sentem-se quase a viver na cidade como um local. E isso é transversal a todos os turistas. Por essa razão, a oferta tem-se adequado à procura. E, neste momento, a oferta de casas vai até às casas premium, onde se incluem por exemplo operadores como as Casas da Baixa — Jules & Madeleine, os Heritage Apartments ou o edifício Mercador”, diz Maria Empis, diretora do Departamento de Research (Pesquisa e Análise) da JLL Portugal.

Se, no início, o mercado era marcadamente informal, assegurado por particulares e alimentado por plataformas cada vez mais populares como o Airbnb ou o Homelidays, agora é crescente o número de operadores que trabalha de forma profissionalizada, com edifícios feitos à medida e tendo a seu cargo a gestão de largas dezenas de apartamentos. Alguns chegam a ter 150 apartamentos.

A tendência para este mercado, conclui Maria Empis, é para a profissionalização. “Muitos particulares já começam a aproveitar as economias de escala oferecidas pelos grandes operadores e preferem pagar 30 a 35% pela gestão operacional do seu apartamento, serviço que inclui a limpeza ou o acolhimento dos hóspedes. Será uma tendência a consolidar-se. E a profissionalização do mercado.”

http://expresso.sapo.pt/economia/2015-05-09-Lisboa-com-4000-apartamentos-turisticos